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Uso Correto e Manutenção dos EPIs: segurança em cada detalhe

Quando falamos em segurança no trabalho, os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ocupam posição central — não basta apenas disponibilizá-los; é fundamental saber usá-los corretamente e mantê-los em boas condições o tempo todo. Neste artigo, vamos mostrar por que isso importa, como escolher, usar, cuidar e responsabilizar para que os EPIs realmente cumpram seu papel.


1. Por que os EPIs são tão importantes

  • Protegem contra riscos diversos: químicos, biológicos, físicos, mecânicos, elétricos etc.
  • Reduzem ou evitam acidentes que causam lesões, invalidez ou até fatalidades.
  • Promovem bem-estar do trabalhador, aumentado a confiança e produtividade.
  • Atendem à legislação vigente (NRs, normas setoriais), cuja negligência pode gerar multas, interdições ou responsabilização civil/penal.

2. Escolha adequada do EPI

Para que o EPI seja efetivo, é preciso garantir:

  • Compatibilidade com o risco: cada tarefa exige um tipo de proteção específico (capacete, luvas, óculos, protetor auditivo, calçado de segurança, etc.). Avalie os perigos presentes (impacto, corte, ruído, contaminação, queda, etc.).
  • Certificação e qualidade: verifique se o EPI possui selo ou certificação apropriada (ex: INMETRO, normas NR-6, normas internacionais se aplicável).
  • Tamanho, conforto e ergonomia: EPIs desconfortáveis ou mal ajustados tendem a ser recusados ou mal usados, comprometendo a segurança.
  • Adaptação às condições do ambiente: calor, umidade, limpeza, sujidade, produtos químicos, interferência de luz, etc., podem exigir EPIs específicos ou tratamento especial.

3. Uso correto: boas práticas do dia a dia

  • Leia as instruções de uso antes de utilizar o EPI.
  • Ajuste corretamente, garantindo cobertura, fixação segura, conforto (mas sem folgas que deixem a proteção comprometida).
  • Utilize sempre que estiver exposto ao risco — não só “quando acha que vai haver perigo”, mas sistematicamente.
  • Não retire o EPI durante a tarefa por dificuldades momentâneas: sinalize ou solicite apoio se for desconfortável ou inadequado, mas não elimine a proteção.
  • Treinamento contínuo: todos os colaboradores devem ser orientados quanto ao uso correto, mostrando demonstrações práticas, esclarecendo dúvidas etc.

4. Manutenção: prolongue a vida útil do EPI

  • Inspeção antes de cada uso: verifique desgaste, rachaduras, empenamentos, fios soltos, zíperes quebrados, lentes riscadas, partes faltantes etc.
  • Limpeza adequada: siga orientações do fabricante — muitos EPIs permitem lavagem suave, outros exigem limpeza com produtos específicos. Atenção à secagem, evitando calor excessivo que deforme ou degrade materiais.
  • Armazenamento correto: local limpo, seco, ventilado, longe de sol direto, fontes de calor, produtos químicos agressivos. Suspendido ou guardado de forma que não deforme.
  • Troca programada ou quando necessário: mesmo com manutenção, EPIs têm vida útil limitada; desgaste natural compromete a segurança. Trocar se houver danos visíveis ou perda de eficiência, mesmo que superficialmente pareça “ok”.

5. Responsabilidades de todos os elos

EnvolvidoResponsabilidades
EmpresaFornecer EPIs adequados, certificados, em quantidade suficiente. Realizar treinamentos. Fiscalizar uso. Substituir EPIs vencidos ou danificados.
Gestores / SupervisoresMonitorar o uso, identificar falhas, incentivar cumprimento, fazer auditorias periódicas.
TrabalhadoresUsar conforme orientado, avisar quando EPI estiver com problema, seguir procedimentos, nunca improvisar ou modificar EPIs sem autorização.
Departamento de Segurança / SSTImplementar programa de EPI; registrar entregas; manter registros de inspeção e substituição; revisar se os EPIs estão adequados com mudanças de processo ou ambiente.

6. Casos práticos e “lições aprendidas”

  • Situação comum: protetor auricular usado de modo frouxo ou mal encaixado, o que reduz drasticamente sua capacidade de proteção contra ruído.
  • Outro exemplo: luvas de proteção química guardadas em local quente, que fizeram o material envelhecer rapidamente— resultado: rasgos nos primeiros usos.
  • Importância de modelagem/ajuste: capacetes que deslizam ou óculos que embaçam porque não há ventilação ou ajustes — tudo isso é evitável com especificações bem definidas e seleção adequada.

7. Boas práticas de implementação de política de EPIs

  • Realizar risco mapeamento regular e sempre que houver mudança de processo, insumos ou layout.
  • Definir norma interna clara sobre EPIs: quais são obrigatórios em cada área/tarefa; critérios de uso; penalidades por descumprimento; diretrizes de manutenção.
  • Monitoramento contínuo: auditorias, checklists, inspeções visuais, feedback dos trabalhadores.
  • Incentivo à cultura de segurança: valorização de quem utiliza corretamente; campanhas; cartazes; lembretes visuais; envolvimento dos trabalhadores nas decisões.

8. Conclusão

O uso correto e a manutenção dos EPIs não são “detalhes secundários” — são fatores decisivos para garantir a segurança, saúde, produtividade e também conformidade legal de qualquer empresa. Um EPI mal usado ou mal cuidado pode ser tão perigoso quanto a falta dele.

Na BN Assessoria, estamos prontos para ajudar sua empresa a estruturar políticas eficazes de EPIs, treinar equipes e acompanhar todos os processos, para que segurança seja parte do seu dia a dia, não apenas um item de checklist.

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